Yescom irá coibir a participação de “pipocas” em suas provas

27 jan 2017

27/janeiro/2017

Depois de mais uma invasão descomunal de “pipocas” na São Silvestre, que se acredita tenha ficado entre 10 e 15 mil (para os 25 mil concluintes inscritos), a Yescom decidiu que irá mudar seu modo de agir em relação a esses corredores sem número de peito, ou com número falso.

Até agora, essa organizadora pouco fazia para inibir ou desestimular os “pipocas”, ou seja, eles tinham acesso praticamente livre às baias de largada (com stafs na entrada pedindo para que não entrassem, obviamente sem resultado prático) e igualmente sem qualquer restrição na chegada, causando transtorno nos dois momentos e irritando boa parte dos corredores devidamente inscritos, que se sentiam desvalorizados.

A CR por várias vezes abordou o assunto, sugerindo à Yescom e a outros organizadores, que passassem a tratar o problema com mais seriedade, sob o risco de estarem dando um “tiro no pé”, ou seja, de colocarem em risco seus lucros com os eventos, pelo menor interesse de participação dos corredores honestos. Estes constatam cada vez mais o descuido com os aspectos técnicos das provas (notadamente baias não organizadas por ritmo), privilegiando-se os aspectos festivos.

E como a ênfase tem sido para a festa e não para a competição, cresce o número de pessoas que não veem muito sentido em se inscrever, pagar e ter que pegar o kit, para ganhar uma camiseta e uma medalha, e participam sem número, mesmo porque não há qualquer restrição, como destacamos anteriormente.

Essa participação gera queda na arrecadação para o organizador e problemas para os inscritos, notadamente a falta de água no percurso (como aconteceu na São Silvestre) e maiores filas nos banheiros na largada, sem contar os transtornos na saída e no final.

Por tudo isso, a Yescom realizou um encontro na manhã desta quinta (26/01) com alguns representantes de revistas, equipes, blogs e fotógrafos para anunciar que mudará sua postura a partir da Meia-Maratona de São Paulo, no próximo dia 19 de fevereiro. Como não havia ninguém que representasse os principais protagonistas, ou seja, os corredores que se inscrevem regularmente, a CR procurou fazer esse papel, levantando a bandeira de corridas mais sérias e menos festivas.

Justificando com uma série de argumentos, a organizadora comunicou que passará a controlar os “pipocas” na entrada da área de concentração, assim como no acesso ao pórtico de chegada e dispersão. A empresa deverá fazer reunião semelhante no Rio de Janeiro, assim como está previsto um encontro com outros organizadores.

Postado em: EVENTO por Tomaz Lourenço às 10:15

FONTE: REVISTA CONTRA RELÓGIO http://revistacontrarelogio.com.br/blogs/ultimas/