Mais de 30 mil corredoras na maior maratona exclusivamente feminina

23 out 2013

O relógio marcava 6h30 da manhã e o sol ainda não havia aparecido. Fazia frio no comecinho do domingo passado em São Francisco, nos Estados Unidos. Ainda assim, cerca de trinta mil mulheres de todas as idades reuniram-se para a largada da décima Maratona de São Francisco. É a maior maratona feminina do mundo, que coleciona números impressionantes: mais de 250 mil mulheres já correram a prova em toda a sua década de história.

Foram realizadas provas de maratona e meia maratona, esta vencida neste ano pela jovem argentina Florencia Borelli de 19 anos. Jovem na idade, mas veterana em corridas. Florencia começou a praticar corridas com 9 anos de idade na sua cidade natal, Mar del Plata.

– Estou com a cabeça nas olimpíadas no Rio, quero muito conseguir participar. E muito feliz por ter corrido essa prova aqui em São Francisco, porque eu não esperava um tempo final tão bom (1h18min22seg). Muitas inclinações no caminho, bem difícil. – comemora Florencia.

As subidas e descidas ao longo de todo o trajeto foram encaradas em uma atmosfera pra lá de positiva no ambiente que misturava irmãs, mães e filhas, e amigas.

E as motivações de grande parte das corredoras passaram longe de tempos baixos,  ou performances olímpicas. A americana Erin Moore, por exemplo, correu para homenagear o pai, falecido.

Entre as participantes, uma sorridente corredora ostentava uma bandana com o desenho da bandeira do Brasil. Era Fernanda Mainieri, que veio de Porto Alegre para correr a Maratona na Califórnia.

O evento tem fundamentalmente um nobre propósito. A Maratona de São Francisco apoia e levanta recursos para uma importante organização internacional que se dedica a pesquisar a cura para o câncer de sangue. Muitas celebridades correram para prestigiar a causa e dar ainda mais visibilidade à corrida.

Lakey Peterson, considerada uma das grandes promessas do surfe americano também participou da prova, e na chegada, recebeu um carinhoso abraço da grande lenda Joan Benoit Samuelson, medalha de ouro nas Olimpídas de Los Angeles em 1984.

– Desde a sua criação, esta maratona tem atraído mulheres de todo o mundo, de todas as idades e estilos. Elas correm para levantar dinheiro e ajudar na sensibilização contra a leucemia e linfoma, ou simplesmente para alcançar a linha de chegada pela primeira vez. As mulheres representam uma comunidade global que incentiva todos os atletas a treinar mais, correr mais longe e alcançar seus objetivos e sonhos. – conta Joan Benoit, que com 51 anos, também correu a prova.