Irritada com ‘atraso’, Wada envia três oficiais à Jamaica na próxima semana

23 out 2013

A Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) enviará três oficiais à Jamaica na próxima semana. Irritado com o que classificou como tentativas de atrasar os inquéritos, o presidente da entidade, John Fahey, decidiu antecipar as investigações para averiguar o programa antidrogas da Federação Jamaicana de Atletismo. Na segunda e na terça-feira, os profissionais da Wada deverão inspecionar todo o processo.

Presidente da Comissão Antidoping Jamaicana (Jadco), Herb Elliott confirmou a visita à Rádio Nacional do país, mas preferiu não dar quaisquer detalhes além da data.

O convite para a inspeção da Wada partiu do Primeiro Ministro

Portia Simpson-Miller após as afirmações da ex-diretora executiva da Jadco, Renée Anne Shirley. Ela afirmou que o sistema era deficiente, que os atletas do país foram testados apenas uma vez no período de cinco meses que antecedeu os Jogos Olímpicos de Londres e que o governo “fechou os olhos” para o problema. Quando a Jadco afirmou que não poderia receber uma inspeção da Wada antes de janeiro de 2014, a instituição se irritou e decidiu fazer a averiguação o mais rápido possível.

–  A posição atual é inaceitável à Wada, e nós não vamos aceitar a sugestão que eles deram de conversar conosco no próximo ano. Sugerir à Wada que eles não estão prontos para conversar sobre o problema deles até algum momento do ano que vem é insatisfatório, completamente inaceitável para mim e devemos agir de forma apropriada e de acordo com o panorama – disse Fahey, anteriormente, em entrevista ao jornal “Daily Telegraph”.

A Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) afirma ter testado por diversas vezes os atletas jamaicanos de elite. Segundo a entidade, Usain Bolt foi testado mais de 12 vezes no ano passado e nunca falhou em um teste antidoping.

Nos jogos Olímpicos de Londres, a Jamaica venceu oito das 12 medalhas individuais entre corredores. Bolt se tornou o primeiro homem a vencer os 100 e 200 metros em Jogos consecutivos, e ainda por cima, participou da vitória no revezamento, que terminou com um novo recorde mundial para o país.

Em julho, faltando menos de um mês para o Mundial de Moscou, a notícia sobre os resultados positivos para substâncias proibidas de cinco atletas jamaicanos, sendo um deles o medalhista olímpico Asafa Powell, chocou o esporte mundial.