Com sinal de alerta ligado, atletismo investe para evitar novos fracassos

5 dez 2013

Nas Olimpíadas de Londres, em 2012, o alerta vermelho já foi ligado para o atletismo brasileiro. Nenhuma medalha foi conquistada pelos atletas do país. Este ano, no Mundial da Rússia, o fracasso se repetiu, com o Brasil passando em branco novamente. A falta de resultados expressivos fez a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) repensar os investimentos para os próximos anos e criar dois planos: um emergencial e outro a longo prazo.

No primeiro, pensando nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, mas sem esquecer do Mundial de 2015, o foco será em 17 atletas nacionais que estão no top 20 do mundo, trabalhando nos treinamentos e competições. Mas a prioridade não será essa, segundo o superintendente de alto rendimento da CBAt, Antônio Carlos Gomes.

– Vai haver uma preocupação com esses top 20 para 2016, mas o grande projeto é lá para a frente. O grande negócio do atletismo brasileiro é pensar em longo prazo. 2020, 2024… O projeto estratégico que está sendo montado não é para agora em 2016 – garantiu.

Apesar de destacar a necessidade em melhorar os resultados do atletismo brasileiro, o dirigente afirma que a Confederação não se sente pressionada pela situação ruim da modalidade no país.

– Nós não nos sentimos pressionados por não ganhar medalha. O que foi importante é que fomos para o Mundial e tivemos um diagnóstico concreto. Atletismo hoje é isso, não tem medalha. Nos chamou a atenção, da Confederação, do Ministério do Esporte, e do Comitê Olímpico, de que tem que se implantar um plano emergencial imediatamente para que nos próximos anos possamos voltar a medalhar nos próximos campeonatos – disse.

No plano de longo prazo da CBAt será criada uma escola nacional de treinadores para formar e qualificar técnicos da modalidade no país. As primeiras turmas já serão formadas em maio. Atualmente, a entidade tem cerca de mil profissionais cadastrados e a ideia é construir uma base de dados onde os técnicos poderão realizar o cadastro de seus alunos para que a Confederação possa acompanhar onde e como são formados potenciais atletas olímpicos. Além disso, também está prevista a construção de 180 minipistas de atletismo pelo país.

– Precisávamos criar uma escola onde se consiga falar uma mesma terminologia, onde se tenha procedimentos unificados no país. Nós não temos escola. Não conseguimos explicar ainda para o mundo porque fomos campeões no salto triplo. Não sabemos contar essa história – concluiu o superintendente.