CBAt envia carta e formaliza interesse em ter a Diamond League no Brasil

22 nov 2013

Os astros do atletismo podem competir no Brasil antes mesmo das Olimpíadas de 2016. A CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) há alguns anos planeja colocar o país no calendário da Diamond League, o principal circuito da modalidade. Na última semana, a entidade formalizou o interesse em uma carta de intenção à Liga, que passará por uma reestruturação ao fim de 2014. Assim, Usain Bolt & Cia. têm chances de disputar uma etapa da competição no Rio de Janeiro ou em São Paulo em 2015.

– A Diamond League tem contratos até 2014. Eles estão discutindo agora o começo de um novo ciclo da Liga, que vai durar cinco anos. Nós enviamos na semana passada uma carta de intenção para oficializar nosso desejo de realizar uma etapa no Brasil a partir de 2015 – disse José Antonio Martins Fernandes, o Toninho, presidente da CBAt.

O desejo da CBAt de trazer a Diamond League para o Brasil é antigo e tem como objetivo aproximar os brasileiros dos ídolos mundiais para ajudar a desenvolver a modalidade no país. A entidade se movimentou nos bastidores do Mundial de Moscou, em agosto, para ganhar apoio político, indispensável para ganhar a concorrência com os ricos países do Oriente Médio. A proximidade das Olimpíadas pesa a favor da empreitada verde-amarela, que tem o Engenhão como plano A e o Estádio Ícaro de Castro Melo, no Ibirapuera, como segunda opção para sediar o evento.

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O entrave maior sempre foi a garantia financeira de cerca de US$ 3 milhões para a realização do evento (cerca de R$ 6,8 mi). Os recursos serão arrecadados junto ao patrocinador máster da CBAt, a Caixa Econômica Federal, para somar aos direitos de transmissão do evento em TV.

A Diamond League surgiu em 2010 para substituir a extinta Golden League, que tinha etapas apenas na Europa. A intenção da mudança foi justamente alastrar o atletismo ao redor do mundo. Em 2013, a competição teve dez etapas europeias e quatro fora do continente – Eugene e Nova York (Estados Unidos), Doha (Qatar) e Xangai (China). Alterações no calendário precisam ser aprovadas pela Liga, formada pela IAAF (Federação Internacional de Atletismo) e pelos países que já sediam etapas – Itália, Noruega, Reino Unido, Suíça, Suécia, França e Bélgica, além dos não europeus já mencionados.