A 1.000 dias dos Jogos Paralímpicos do Rio, atletas alimentam expectativas

13 dez 2013

Na entrada da cerimônia do Prêmio Brasil Paralímpico, na noite desta quarta-feira, no Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, um grande número 1.000 avisava os dias que faltam para os Jogos Paralímpicos de 2016. A contagem regressiva, de fato, começa nesta sexta-feira. Mas atletas e dirigentes já alimentaram a expectativa para competição que virá após os Jogos Olímpicos, entre 7 e 18 de setembro.

Vencedores dos prêmios de melhores atletas de 2013, os nadadores Daniel Dias e Susana Schnarndorf imaginam o apoio da torcida. A gaúcha de 45 anos, campeã mundial dos 100m peito categoria SB6, pretende subir ao pódio diante dos três filhos.
1.000 dias para a festa Paralímpica – Alan Fonteles, Odair dos Santos, Daniel Dias, Suzana Schnarndorf, Verônia Hipólito e Terezinha Guilhermina (Foto: Alex Ferro/Rio 2016)

– A marca dos 1.000 dias remete à preparação rumo a 2016, quando farei de tudo para ganhar medalha aqui no Rio com os meus filhos na arquibancada. O ano de 2014 vai ser de muito treino e muita base. Vamos ter competições internacionais, mas nada de nível do Mundial e Parapan. Portanto, espero estar ainda melhor em 2015.

Dono de seis dos 11 ouros do Brasil no Mundial Paralímpico, em Montreal, Daniel Dias acredita que a preparação está no caminho certo:
– Mas preparados nós só vamos estar em 2016. Estamos trabalhando para realizarmos grandes Jogos e mostrar que o Brasil não é só o país do futebol. Acho que vai ser algo incrível competir com toda a torcida a favor, te incentivando. Espero que todos os atletas brasileiros se sintam honrados em competir aqui.

Concorrente ao prêmio de melhor atleta, Terezinha Guihermina estará com 37 anos em 2016. Para quem acha que ela poderá se despedir das pistas de atletismo no Engenhão, a campeã mundial dos 100m, 200m e 400m da categoria T11, para deficientes visuais, manda um recado: Enquanto eu não estiver ganhando de mim eu não paro

– A princípio vou me despedir em 2017. Sou recordista e campeã mundial. Pretendo parar no auge. Se, em 2020, eu ainda estiver no auge, eu não paro. Respeito e admiro as outras atletas e por causa delas eu treino. Mas a minha principal adversária se chama Terezinha Guilhermina. Enquanto eu não estiver ganhando de mim eu não paro. Com certeza vou ter que me dedicar mais, sabendo que as Paralimpíadas vão ser no Rio, no Brasil. Meu esforço e comprometimento vão ser maiores porque todos vão cobrar. Espero que seja a maior festa da minha vida e a maior competição da minha história.
Presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons considera que a 1.000 dias das Paralímpíadas a preparação está no caminho certo:

– É uma contagem regressiva que ajuda a pautar a nossa preparação. Isso dá uma medida certa de como estamos na preparação E posso dizer que estamos no rumo correto. Da parte do Comitê Organizador, também vejo tudo muito correto, no que diz respeito a instalações que precisam ser construídas, como a própria Vila ou o Parque Olímpico.
Os Jogos Paralímpicos de 2016 terão a participação de 4.350 atletas, de 164 países – a maior edição da história. A competição deverá contar com a participação de 25 mil voluntários e 7.200 profissionais de mídia.